Uma vila à beira-mar a sete quilómetros de Lagos, entre umas termas romanas e uma falésia vulcânica negra.
A Luz — Praia da Luz, por extenso — deve o nome à igreja de Nossa Senhora da Luz, e foi à volta dela que a povoação cresceu. A pesca sustentou-a até aos anos 70, quando o atum mudou de rota migratória e a indústria conserveira que empregava a vila se desfez. O turismo veio ocupar esse lugar, a par de uma comunidade britânica residente com peso suficiente para marcar os bares e as lojas da marginal.
Por baixo de tudo isso está algo bem mais antigo. Encastradas no passeio, e visitáveis todos os dias, estão as ruínas de um balneário romano dos séculos II ou III e uma linha de cetárias com cerca de 156 metros. Estácio da Veiga escavou-as em 1878; foram novamente cobertas no início do século XX e só reabriram em 1987. Uma planta no local permite distinguir o frigidário. Entre os achados contam-se fragmentos de uma estátua de mármore, uma colher litúrgica de prata e uma moeda de ouro do final do século IV.
Na ponta nascente da praia ergue-se a Rocha Negra, um filão vulcânico vindo do mesmo sistema que formou a Serra de Monchique. A subida é íngreme, e é o melhor sítio da vila para ver o sol pôr-se. Na outra extremidade, a fortaleza seiscentista que outrora guardava a povoação dos ataques de piratas alberga hoje um restaurante, com o terraço aberto ao Atlântico.
A igreja tem uma inscrição com a data de 1521, foi destruída pelo terramoto de 1755 e integralmente restaurada em 1874.
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